Poucas cidades americanas são tão caras quanto San Francisco — e poucas têm tanta coisa boa de graça. Dá para montar dois dias inteiros de San Francisco de graça sem entrar em nenhuma atração paga, porque quase tudo que faz a fama da cidade é rua, ponte, parque ou bairro.
Esta é a lista do que não custa nada, com o que esperar de cada coisa.
Atravessar a Golden Gate a pé ou de bicicleta não custa nada — o pedágio é só para carro, e só num sentido. A passarela de pedestres fica no lado leste e a travessia inteira leva cerca de quarenta minutos por trecho.
Não é obrigatório atravessar. Os mirantes dos dois lados são gratuitos e entregam a foto sem o vento constante de cima da ponte, que é mais forte do que qualquer um espera.
Vale saber que a névoa é rotina, principalmente de manhã e no verão. Meio da tarde costuma ser o horário com mais chance de céu limpo.

Este é o ponto que separa quem gosta da cidade de quem acha tudo caro: em San Francisco, a coisa a fazer é andar. Cada bairro tem arquitetura própria, e a mudança acontece em poucos quarteirões.

As fachadas de janela em sacada, com garagem embaixo, são a assinatura visual da cidade e estão em bairro residencial comum — não em ponto turístico. Ver de perto não exige nada além de escolher uma rua e subir.
Prepare-se para as ladeiras, porém. Elas são sérias, e o mapa não mostra inclinação: dois quarteirões planos e dois quarteirões íngremes levam o mesmo tempo no aplicativo e não no corpo.
O bonde histórico cobra por viagem e a fila nos pontos centrais é longa. É bonito e é parte da cidade, mas anda pouco e vai a poucos lugares — dá para fazer uma vez, num trecho curto, e resolver o resto a pé ou de transporte comum.
A visita a Alcatraz é paga, esgota com antecedência e consome meia jornada com a travessia. Vale para quem tem interesse específico; não é obrigatória num roteiro de dois dias.
Agrupe por geografia, não por interesse. A orla norte reúne o Pier 39, o Ferry Building e o acesso à ponte; o miolo reúne Chinatown, Lombard Street e os bairros de ladeira; o oeste tem o Palace of Fine Arts e os parques.

Um dia para a orla e a ponte, outro para os bairros. É a divisão que evita atravessar a cidade duas vezes, o que em San Francisco custa tempo e panturrilha.
O roteiro completo, com horários, está em San Francisco em dois dias, e o bairro chinês tem guia próprio em Chinatown de San Francisco.
“De graça” vale para o que se vê, não para o que se come nem para onde se dorme — e aí a cidade é das mais caras dos Estados Unidos. O transporte público e a comida de mercado ajudam bastante.
Ainda assim, a conta de um dia inteiro pode ficar em transporte e duas refeições, o que é raro numa cidade desse porte. É o melhor argumento para incluí-la mesmo numa viagem de orçamento apertado.