Dois dias em San Francisco não cobrem a cidade inteira, mas cobrem o essencial com folga se você aceitar uma regra: não tente ver tudo. A cidade é compacta, porém cheia de ladeira, e a distância no mapa engana. Este roteiro divide os pontos por região, para você andar pouco e ver muito.
Comece pelo Ferry Building, o mercado coberto na beira da baía. Dali a orla segue para o norte até o Pier 39, onde ficam os leões-marinhos — eles vivem nas plataformas de madeira o ano inteiro e são gratuitos de ver.

À tarde, vá para a Golden Gate. O erro comum é ir até a ponte pelo lado da cidade e parar no mirante mais óbvio, que costuma estar cheio. As praias abaixo dela dão um enquadramento melhor e quase sempre estão vazias.
Um aviso que vale mais do que parece: a ponte fica encoberta por neblina com frequência, sobretudo no meio do dia e no verão. Se você chegar e não enxergar nada, volte no fim da tarde — muda completamente.
A Lombard Street, aquela rua sinuosa com oito curvas fechadas, é o ponto mais fotografado da cidade. Vale subir a pé pela lateral e descer olhando — de carro você não vê nada, porque está dirigindo.

Depois desça para a Chinatown, que é a maior fora da Ásia e começa num portal cerimonial. As ruas principais têm lanternas vermelhas atravessadas sobre a via, e as transversais guardam murais grandes — inclusive um de Bruce Lee que ocupa uma parede inteira.
Por fim, reserve o fim da tarde para o Palace of Fine Arts. É uma construção greco-romana à beira de um lago, sobrada de uma exposição de 1915, e quase sempre está vazia — o contraste com o Pier 39 lotado é gritante.

Vale, e é o que a maioria faz. São cerca de 600 quilômetros entre as duas, e há três formas de vencer o trecho: avião (pouco mais de uma hora), carro pela estrada litorânea (um dia inteiro, e é o passeio em si) ou carro pelo interior (mais rápido e sem graça).

Se a ideia for dirigir, reserve o dia inteiro e trate a estrada como parte do roteiro, não como deslocamento. Do contrário, o avião resolve melhor.
Muita gente chega à Califórnia atrás da Universal Studios Hollywood e acaba descobrindo que sobra tempo — o parque se resolve em um dia. San Francisco é o complemento natural: fica a uma hora de voo e tem uma cara completamente diferente de Los Angeles.
Sobre a parte prática da viagem aos Estados Unidos, valem os mesmos cuidados de sempre: o seguro viagem é contratado por destino e cobre o país inteiro, e o chip de internet é o que faz o transporte por aplicativo funcionar.
Dia um na água: Ferry Building, Pier 39 e a Golden Gate no fim da tarde. Dia dois em terra: Lombard, Chinatown e o Palace of Fine Arts. Entre um e outro, ande devagar — a cidade rende mais a pé do que em qualquer lista de atrações.