Decidir onde ficar em Miami Beach é escolher entre coisas bem diferentes que ficam a poucos quarteirões umas das outras. A ilha é estreita e comprida, e o endereço muda completamente o tipo de viagem: a mesma diária compra vida noturna barulhenta num ponto e silêncio absoluto vinte minutos ao norte.
São duas cidades separadas por uma baía, ligadas por pontes. Miami é o continente, onde ficam o centro financeiro, o aeroporto e bairros como Wynwood. Miami Beach é a ilha, onde está a praia.
Isso importa na hora de reservar: um hotel anunciado como “Miami” pode estar a quarenta minutos da areia. Confira o endereço, não o nome.
É a ponta sul da ilha e o endereço mais procurado. Concentra os prédios art déco, o calçadão, os restaurantes e a vida noturna. Ficar aqui significa resolver tudo a pé.

Em contrapartida, é a área mais cara, mais cheia e mais barulhenta. Quartos de frente para a Ocean Drive escutam a rua até tarde — se o seu plano inclui dormir cedo, peça um quarto nos fundos ou escolha outra faixa da ilha.
Subindo alguns quilômetros, a ilha muda de caráter. Os prédios ficam maiores, as ruas mais largas e o movimento cai bastante — sem que a praia perca qualidade.
É onde a relação entre preço e sossego costuma ser melhor. O custo é depender de carro ou aplicativo para ir a South Beach, o que em Miami não é problema grande.

A taxa de resort merece um parágrafo próprio porque é o item que mais distorce comparação. Ela é cobrada por noite, não por estadia, aparece só no fechamento e costuma incluir coisas que você talvez não use — cadeira de praia, toalha, academia, internet. Dois hotéis com a mesma diária anunciada podem terminar com uma diferença relevante por causa dela.
O jeito de não ser surpreendido é simples: leve a reserva até a última tela, a de pagamento, antes de comparar. É lá que o valor total aparece. Some ainda o estacionamento, se você for de carro, e a conta muda de ordem com frequência.
Vale, em dois casos. Se a sua viagem for mais urbana do que de praia — museus, Wynwood, compras —, o continente sai mais em conta e você fica mais perto de tudo isso. E se você estiver de passagem, com voo cedo, a proximidade do aeroporto resolve.
Para quem quer conhecer o bairro dos murais, temos o guia de Wynwood em Miami.
Duas noites é o mínimo para a cidade render. Com uma só, o dia útil vira meio dia depois do check-in e do check-out. Com duas, dá para separar um dia de praia e um dia de cidade sem correr.

Quem está vindo de Orlando encontra a conta completa do trajeto em de Orlando a Miami: vale a pena o bate-volta? — e a resposta curta é que duas noites mudam a viagem de patamar.
Se é a sua primeira vez e você quer andar a pé, South Beach. Se quer praia boa com menos barulho pelo mesmo dinheiro, Mid-Beach. Se a viagem é de cidade e não de areia, o continente. Em qualquer caso, some a taxa de resort e o estacionamento antes de comparar preços — é aí que a conta muda.